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sábado, 19 de junho de 2010

Ontem, Hoje e Amanhã

Ontem, realizei o que sempre quis. Demarquei os meus objectivos. Ressaltei as minhas ambições. Relembrei os doces pensamentos passados. Construí projectos. Pontuei, com as vírgulas e os pontos finais, o que faltava terminar, ou, simplesmente, suspender.
Hoje, a minha vida é um livro aberto, pronto a ser pintado com a arte da tinta simples e invisível de quem se achar capaz de o fazer. Pronto a ser escrito com ciência ou com a inocência de quem a possuir.
Amanhã, será um livro preenchido por momentos, breves circunstâncias do que a vida me trouxe em cada dia, do passado. Será, certamente, repleto pela sensibilidade do que fui demonstrando ao longo do meu desenvolvimento pessoal, sentimental e emocional.
Porém, tenho a certeza que constituirá o derradeiro sobre o que um dia fui, verdadeiramente, de modo cruo e frio.
19 de Junho de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

As pétalas vermelhas guardadas no fundo da tua alma começaram a cair sobre a pedra branca. Reconfortaram-te o espírito desconcertado. Alinharam-se para que as pudesses pisar e sentir a sua textura macia. As tuas mãos recolheram o que restava aquela sala vazia em sentimento. A tua mente divagara, por momentos, sobre o que estava certo ou errado. O futuro, esse mistério, seria incerto eternamente.

Eis que chegou o momento de virar a página do livro que nunca acabaste. Eis que o ciclo vicioso cessou e, com ele, se fecharam as janelas e as portas envidraçadas do teu mundo passado, frio e distante, agora, ausente daquela sala. Há que saber terminar o que um dia se iniciou. Porém, sabemos que a despedida poderá causar a ferida eterna, cuja a dor se atenuará com a força bruta dos ventos temporais.
Certamente será melhor abandonar o passado que transportá-lo connosco injustificadamente. Mas há que separar as águas e saber com ciência o que elas representam. Porque nada é certo e a vivência entre a Humanidade também não.
30 de Maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nunca te esqueças

Nunca te sintas culpada por razões alheias ao teu comportamento.
Limita-te, apenas, a viver na tua esfera humana. Ignora o toque dos outros e concentra-te no poder do teu mundo. Em Tempo de Guerra, vislumbra, somente, o que é teu. O egoísmo, às vezes, pertence-te. A sinceridade ultrapassou os limites transversais do teu sistema.
Pára. Senta-te sobre a cadeira de madeira clara. Pousa as tuas mãos sobre a mesa rugosa e sente-lhe a ausência de vida. Sente a frieza da pedra enegrecida pelo Tempo. Reflecte sobre a matéria inexistente que vagueia na tua Alma e sobre o espírito que corre no teu Sangue. Ouve o bater do teu coração, sente-lhe a pulsação, sente-te viva. Capta com atenção o que o teu mundo sentimental te transmite. Pensa em ti, novamente.
Esquece o que o raciocínio te quer mostrar. Vive os sentidos. Aplica as Forças que te caracterizam e observa o Impulso que o Destino lhes deu. Divaga sobre o que o Tempo te trouxe. Levanta as tuas mãos e caminha sobre o chão do teu quarto. Olha pela janela e vê o mundo exterior. Vê a vida passar. Vê os outros seres que contigo passam esta Vida. Observa, atentamente, as árvores dos jardins vizinhos. Constata o que é a Natureza e as regras das Palavras do Mundo.
Depois, quando te sentires, suficientemente, preparada, coloca-te ao nível do horizonte e deixa-te levar pelo soprar do vento que corre no auge da tua vida, terreste e passageira.

Talvez estes devaneios expressos em frases curtas e simples, sem ciência, nem eloquência sejam, apenas, desabafos, resultado do que a Vida não me deu e que eu, portanto, não recebi, nem procurei.
12 de Maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O não poder agir...

De quem mais nada tem ou pode ter.
As lágrimas começaram a correr pelo meu rosto, alagando por completo o meu coração cansado, enchendo-o de mágoa e de uma tristeza crescente. A pulsação acelerou-se. O medo preencheu o meu rosto apreensivo. O sangue caiu sobre o chão da eternidade e com ele a vida perdeu o rumo mortal. A dor acentuou-se perdidamente num corpo fragilizado. O frio entranhou-se.
Permaneci, assim, sentada, prostrada e profundamente revoltada com o que a vida me trouxe. Divaguei, inutilmente, no momento. Revivi um emanharamento de pensamentos e de emoções desprezíveis. Reclamei comigo mesma pelo que fiz e pelo que não farei num futuro já não inexorável à minha existência. Constatei que a distância entre mim e a solidão se estreitou definitivamente, permitindo a junção perfeita da tristeza negra e dos sentimentos escuros distantes da vida passada.
Até um dia.

sábado, 13 de março de 2010

A rosa do mundo perdido

Repentinamente, a rosa vermelha caiu sobre o mogno escuro do solo do meu pensamento. Regelou um qualquer gesto que pudesse dar naturalmente. Reprimiu qualquer palavra que viesse a ser soltada pelos meus lábios. Perdeu-se no vazio da minha alma. Portentosa, atraiu-me pela sua magnificente cor e ciência. Assustou-me corporalmente com os seus espinhos aguçados e ideais, provocando feridas interiores irremediáveis.
Tal acontecimento, passado no auge da minha vida, desempenhou o presságio mais inesperado de todo o meu caminho. Anunciado pelos ventos de leste do pensamento alheio, gerado por um Deus eternamente triste e desconhecido pela minha mente. Foi, assim, que a minha atmosfera humana aluiu, consequência da maldade daquele ser que vagueava só, absorvente do que de melhor havia no meu mar de sentimentos.
Porém, após desabar o meu mundo, esse ser, anteriormente, desprezível apresentava-se, agora, de espírito retraído, com capacidade para eliminar a maldade crescente nos Homens e implementar, no mundo, a paz dos inocentes.
13 de Março de 2010

sábado, 6 de março de 2010

Aquela última vela desvaneceu

Foi na sala da minha vida sentimental que aquela vela dourada, patente no castiçal de prata antigo, reflectiu momentos nocturnos cessados pela ânsia raiva do tempo. Aquela última vela desvaneceu, apagou-se repentinamente, a cera consumiu-se e com ela recolheram momentos cruciais.

Recordo-me da circunstância em que ela se apagou, do vazio existente naquela sala, da frieza envolvente. Ressaltam ainda lembranças da escuridão, após aquele momento determinante, salientam-se no meu interior os sentimentos cerrados e profundos que ainda hoje permanecem.

Porém, hoje é o dia de alterar tais pensamentos de mágoa, tais estilhaços tristes do meu ser. Hoje é dia de rasgar o azul do céu, de implementar pensamentos contentes, de viajar por locais, caminhos e estradas desconhecidas, de divagar num mar de contentamentos presentes à face deste Mundo.
Tudo porque, um dia, aquela vela dourada voltará a acender-se certamente, dando ao meu rosto triste uma nova faceta alegre, trazendo-me um brilho de novo no olhar.
6 de Março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A estrela da amizade

Ao anoitecer despertou em mim a vontade impulsiva de contar um segredo às estrelas do céu.

Vou relatar-lhes o que sei sobre a rosa da amizade, aquela que é verdadeira e não magoa porque não tem espinhos. Vou usar o soprar sereno do vento, o mistério do passar do tempo, a magia eterna das palavras, o tamanho infinito do oceano, o sentimento e o pulsar eterno do meu coração.
Vou despertar o brilho às estrelas, recorrendo à verdade em letras pausadamente soletradas, a pétalas aromáticas da minha imagem contemplativa, reflectida naquele mar onde cada gota salgada é um pensamento doce.
Vou simular ser uma estrela que não permanece só, antes caminha sobre o vazio do céu, voa velozmente no alto da imaginação e dos sonhos do meu mundo infantil... perdidos na caixa das recordações guardada no fundo da cómoda antiga.
Vou esquecer o que será de mim sem o mundo real, preferindo projectar-me no infinito azul profundo do céu cerrado. Tudo para que, numa noite futura, possa ser o espectro capaz de ajudar um amigo indefinido.
20 de Fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Mundo dos Sentimentos


Entretanto o tempo passa por mim, coloca uma expressão contemplativa no meu rosto, fazendo-me esquecer quem sou. Divago solitariamente perante o que serei num futuro próximo à minha vivência.
O tic-tac do relógio envolve a matéria humana que há em mim, irrequieta o meu estado espírito, enaltece a minha beleza interior, espanta todo e qualquer sentimento. Lá fora, sente-se a ausência de tempo suficiente para resolver o que parece ter uma solução impossível, ter um resultado desprezável. Entretanto, levanto a indeterminação, sigo em frente, liberto-me do passado, caminho perante o que vier, escuto o que me é dito. O resto é o vazio que não me pertence.
Hoje a solidão bateu ao meu portal de sentimentos e entrou sem pedir autorização. Reconfortou-se no meu manto de emoções, deliciou-se nas almofadas de penas do meu coração, voltou-se para admirar o meu lado mais oculto e adormeceu perante o silêncio da minha atmosfera humana.
17 de Fevereiro de 2010