domingo, 15 de setembro de 2013

Voltar.

Passaram dois anos. Dois anos de lágrimas, de sorrisos, de gargalhadas, de momentos, de experiências, de silêncios, de olhares, de observações, de passeios.

Voltar. É regressar ao mundo do passado, com uma perspectiva diferente. Os pés assentes na terra. Rumo a um futuro, onde a esperança ainda perdura, onde os bons sentimentos sedimentaram, onde as mágoas que existiam foram postas para trás das costas.

Um modo de pensar diferente, com uma melodia calma e tranquila. Onde se cresceu em várias áreas com a serenidade necessária. É como acariciar as palavras de forma diferente, cumprimentá-las sem constrangimentos, sorrir-lhes em silêncio.


O tempo muda tudo. Mas as bases ficam. E quando é verdadeiro perdura.
A partir de amanhã uma nova etapa (oficial) vai ser iniciada.

sábado, 2 de julho de 2011

Não importa quem somos, importa sim agir como queremos. Dizer o sim à vida. Assinalar os locais que nos marcaram. Cruzar os momentos e os sorrisos daqueles que nos são mais próximos. Deixar para atrás o que nos magoou. Aprender com os erros cometidos. Sorrir perante aquilo que temos. Apontar o dedo ao nosso "eu" e à nossa "felicidade". Vingar naquilo que pretendemos. Trilhar. Agir com o coração e deixar a razão algures no pensamento profundo. Voar nas asas do vento para aquilo que desejamos. Um dia voltaremos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Às vezes é preciso andar às cegas no vazio da nossa alma. Procurar o que não se pode tocar com as pontas os dedos. Divagar no horizonte dos mais profundos sentimentos. Desejar e transpor barreiras de cristal. Sonhar e caminhar. Descobrir e viver.

sábado, 23 de abril de 2011

Às vezes mais vale desejar do que ter. Porque ter nem sempre induz na felicidade. E quando se tem o que se pretende, perde-se, de facto, a expectativa e a vontade de ter isto e passa-se a ter a vontade de ter aquilo. Estagnar é melhor, neste âmbito de desejo constante e ambivalente. Ter muito sem se desejar cria infelicidade e ter pouco igualmente. O melhor é colocar na balança o que se quer realmente, equilibrar a expectativa e a ansiedade. Abandonar ou agarrar.


A Magia do Silêncio

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A vivência

Aconteça o que acontecer. Venha o que vier, de bom ou de mau. Tentei... fazendo o melhor que sabia num tempo limitado. Fica essa certeza, ou, talvez, essa leve ilusão. Essa profunda sensação de que não desisti meramente, de que lutei por algo melhor. Não me limitei a ficar estática. Não quero saber de mais nada, nem sequer de futuras consequências. Quero simplesmente adormecer no meu cansaço... consequente deste ritmo avassalador. Esquecer o que foi inútil ou sem nexo. Arranjar uma forma de melhorar os erros que cometi. Que não foram voluntários, antes esforçados e resultado de muita persistência. Quero perder-me na vivência da minha vida, ser uma pessoa melhor. Quero colocar os pés no chão do meu mundo, novamente. Caminhar firme perante esta terra que é minha e que me pertence por direito. Repensar, mais tarde, na estrada do nosso mundo. Reflectir. Virar à esquerda ou à direita. Ou simplesmente ir em frente. Sentir, simultâneamente, com o meu motor sensorial. Que me acompanha e, às vezes, me protege. Acareciar o que aprendi e incorporar. Constituir o meu projecto de vida. O meu manual de instruções pessoal projectado a médio longo prazo.

Espero ainda ir a tempo de conseguir.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

De pernas para o ar

A sabedoria e a dedicação. A delicadeza de uns ou a agressividade de outros. O toque suave ou o valente empurrão voluntário. As sensações emocionais ou o racionalismo pressionado . O girar da Terra em torno do Sol ou a permanência estática dos seres inanimados. O passar do tempo, o envelhecimento, as experiências, as boas ou, simplesmente, as más palavras. As adversidades e os obstáculos, mas também as vitórias e as alegrias.
Há aqueles dias em que temos o nosso mundo de pernas para o ar, em que nos falta o chão, a vontade de acreditar em nós próprios. Em que nos faltam as certezas e as boas energias. Em que nos falta o ar. Em que não existem estradas, nem sinais de trânsito, nem sequer sentidos únicos. Em que tudo se resumo à confusão, à barafunda, à sede de vencer (sem rumo, nem estratégia). Onde tudo o que fazemos parece ser inútil.
Há aqueles dias em que nos queremos esconder da vida, cobrir o tempo com um pano preto.
Hoje é um desses dias.

domingo, 30 de janeiro de 2011

É isso mesmo.

É de esperança e de força que preciso. É de calma e de inspiração. É de muita paciência e de força de vontade. É de acreditar em mim. É de alcançar a coragem e de atingir o momento exacto do ponto de viragem. Atingir o desfecho certo. Subir ao degrau derradeiro daquelas escadas, em vez de chamar o elevador. Apoiar-me na circunstância necessária. Fechar com o coração o que a mente não quer. Abrir com as palavras novos rumos, novas vitórias, ou, simplesmente, aprender lições. Cobrir com alegria os maus pensamentos. Desligar-me de energias negativas e repressivas. Rebuscar sentada o que há a fazer. Silenciar no meu mundo. É isso mesmo, só isso.

Adeus, meu velho amigo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Somente, assim.

Fechar os olhos, sentir com toda a força o que o mundo exterior nos pode dar. Levantar os Braços. Iniciar o que se pensou nunca sequer começar. Colocar as nossas mãos sobre o que desejamos. Trabalhar com esse objectivo único. Ouvir os bons conselhos alheios e analisá-los. Nunca desistir. Mover-me sem parar. Respirar fundo. Escrever até me cansar, com o espírito aberto e sem preconceitos inúteis. Raciocinar. Achar até nas coisas tristes, uma pinga doce de felicidade. Abrir os bolsos ao que o Céu Azul e a Natureza tiverem para me oferecer. Reflectir nas folhas brancas da memória sobre o que um dia se viveu, porque se quis e se lutou para isso. Não permanecer estática, nem iludida pelo que um dia não se ganhou, ou até se perdeu. Silenciar o que se pensa. Saborear cada derrota, ou cada vitória e aprender com elas a derradeira lição. O Futuro é incerto e eu vou lutar pelo melhor para mim.
Somente, assim. Viver.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ganhar forças

Deparo-me com a dificuldade excessiva de arranjar força onde ela parece não existir. É como pegar num saco roto e procurar o que se perdeu inconscientemente e sem se querer. Pegar no carro e conduzir sem rumo ao destino certo, embora se sinta a certeza de lá chegar. Como não sei. Encontrar aquilo que nunca se viu e que nunca se quis ver. Apenas porque não. Dizer adeus e logo a seguir dizer um olá. Simplesmente, descansar no meio termo. Dormir sobre a esperança. Acordar e esfregar os olhos pela manhã e tomar o pequeno-almoço descansado. Mas não, ainda é cedo, muito cedo para isso. Certezas não tenho. Convicções tenho algumas.

Após a hora de almoço ir-me-ei sentar de armas e bagagens na minha secretária e absorver o máximo que os livros e apontamentos tiverem para me oferecer. Exercitar. Mas... sinto-me cansada de todo este ritmo ameaçador. Absorvida por demasiados sentimentos, de raiva, de desânimo. E o que fazer quando o nosso cérebro contraria o trabalho necessário e obrigatório?
Não sei. Só sei que nada sei.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Remeter-me ao silêncio

Há já alguns dias que tenho a minha essência triste. As luzes apagaram-se. O frio assolou o meu organismo frágil. O tecto desabou. Agora revejo-me destruída e abandonada de mim, para mim. Os resultados cortaram aos bocadinhos as folhas da esperança que ainda existiam cá dentro. As lágrimas caem entretanto, enchendo de água salgada o meu rosto doce, cansado e desiludido. O sofá, a televisão e o computador tornaram-se, de repente, os meus amigos mais íntimos, os meus conselheiros mudos, a minha companhia mais desejada. As roupas, os acessórios, o consumo... já nada disso me anima, nem sequer alivia o que sinto. Perdi, perdi, perdi... a felicidade que permanecia no bolso do meu casaco de veludo azul. Esvaziou-se. Perdeu-se no vazio do meu mundo. Hoje esse sentimento benigno foi trocado pela infelicidade frustrada de não alcançar o que desejara, com todas as minhas forças. Choro, porque me faz bem. Choro, porque alivia a dor que o meu corpo sente, que a minha mente reflecte no meu rosto. Quero esquecer, mas não consigo. Quero enganar-me e iludir-me inutilmente, mas também não consigo. Quero simplesmente desaparecer. Mas não posso. Resta-me, somente, ganhar uma réstia de esperança, uma migalha de força daquela antiga que me era característica. Resta-me esperar por dias melhores. Nada nesta vida é eterno.


Seguir em frente é o caminho. Adeus, meu silêncio.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bom Ano a Todos

É o peso dos anos que nos faz ver a vida de outra forma, são aqueles pequenos e breves momentos em que sorrimos quando tinhamos vontade de chorar ou quando simplesmente disfarçamos o choro a sorrir que nos faz aprender a conviver com o passar do tempo, com a riqueza de experiências, emoções, feitios distintos, estados de espírito. Viver os anos de mente aberta nem sempre é fácil, as rugas do conhecimento acumulam-se, mas as outras também, aquelas a que chamamos de expressão e que queremos disfarçar porque nos tornam (menos) bonitos.
São as nódoas daquele sofá que nunca saíram que nos fazem recordar que um dia estivemos ali para fazer alguma coisa (mesmo que não tenha sido positiva). Porque tal como as rugas, as nódoas da vida também podem ser boas, dependendo a lição de que delas retirarmos. E as melhores, de entre as ditas nódoas, são as fortes e feias, aquelas que nos fazem recordar que um dia vivemos verdadeiramente para agir física e plenamente. Tal como aquela cicatriz nos joelhos que um dia foi gerada, há muito tempo, enquanto brincava a andar de bicicleta (quando ainda não me equilibrava). E é hoje a olhar para ela que me lembro que um dia fui criança, que um dia fui pequena, que hoje sou adulta, que amanhã serei sábia.

É este motivo peculiar que torna especial o passar do tempo, dos anos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A verdade

Hoje disse o adeus derradeiro àquilo que mais desejava. Finalizei, assim, a etapa que me deixara em estado adverso. Simulei, relacionei, parametrizei, reflecti sobre todas as possibilidades. Cheguei a uma conclusão. Nem tudo na vida pode ser imperfeito. Há detalhes minimalistas que nos fazem sorrir, viver experiências diferentes. O tudo e o nada. O vazio e o repleto. O branco e o preto.
Porém, há que equilibrar a balança no neutro.
O tempo passa, os sentimentos ficam.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os momentos

Vou dizer-lhe que cessou o sentimento. Vou dizer-lhe que a doença anteriormente contraída se curou. Nada mais interessa entre nós, entre mim e ti, entre os nossos olhares, entre os nossos gestos repentinos, entre o espaço que distancia as nossas mãos, as nossas almas. Vou pedir ao coração as palavras certas, as reacções, a finalização num momento concreto. Vou pedir à razão a vontade de as exprimir fisica e plenamente. Quero ficar só num mundo onde sou só eu sozinha.
Vou, simplesmente, fechar o livro, cuja história não teve o fim desejado porque a tinta secou. Vou guardar na memória a caneta inútil que permitiu o início de tudo. Quero, sim, guardar também a capa desse livro num compartimento do meu coração perdido. Não, não te quero esquecer, livro meu, porque essa pequena história indeteriminada me fez feliz num determinado momento incerto algures na minha vida. Vou recordar o sopro do desejo que no meu coração ainda ficou e que tu criaste. Entre as linhas e as entre linhas restou um misto de descrições, entre estradas e cruzamentos sentimentais dispersos num mundo emocionalmente confuso. Vou impedir que as nossas vidas se cruzem porque não queremos ambos sofrer, porque o tempo é efémero, porque a vida é curta. Vou somente afastar-me, ainda, mais de ti... deixar que as amarras da vida decidam o nosso futuro.

domingo, 10 de outubro de 2010

As asas que nos abraçam e nos enganam

As asas do tempo envolveram-me... levando-me a pensar que se ficasse estática nada de mal me aconteceria naquele momento bélico. Todavia, com os seus movimentos audazes, com o auge do voo actual, com a sua eficácia ilusória, com os seus olhares perspicazes, com as suas armas potentes, com a batalha criada... enganaram-me fria e cruelmente. Rasgaram-me o coração. Esvaziaram-mo. Depois com todo o vendaval sentimental gerado, alguém suficientemente maldoso encheu o meu órgão mais vital perdido com duras e frias pedras. Tornaram-me naquilo que hoje sou. Deixei, simplesmente, de ser o que fui. Transformaram-me no estridente sentimento do mal, retirando-me o meu mortal romantismo, que em tempos, eu achara eterno. Achei por bem dizer um adeus simples e modesto. Deixei que as lágrimas que banhavam o meu corpo caíssem derradeiramente no chão. Escondi-me do mundo, aquele que eu anteriormente idolatrava como meu, mas que agora odiava com todas as forças naturais. Certamente voltarei, um dia, melhor que agora. Mais forte... mais sábia do que neste mundo acontece e se revela determinantemente assustador. Adeus, meu silêncio triste.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os verbos [conjugados] que nos alegram

Vive. Bebe "os chás" que te dão a felicidade suficiente para viveres em paz com o teu mundo. Agarra, em pleno, com as tuas mãos o que o ambiente exterior te dá. Permite que o céu e os raios de sol te iluminem na totalidade, por dentro e por fora. Constrói o que quiseres, da forma como quiseres. Somente, de livre arbítrio. Aleatoriamente. Dança. Ao sabor do melhor aroma. Ao sabor do vento, criado pelo alucinante motor solar. Porque tudo o que um dia nasceu, também cai. Deixa que o destino, essa dimensão desconhecida e muda, te leve para onde ele quer. Faz de ti próprio um ser, ainda, mais único. Olha para a Natureza e silencia o que de melhor existe.

O teu [e]terno, Silêncio.

31 de Agosto de 2010, 18:11

domingo, 15 de agosto de 2010

Simbologia singular

Respiro. Divago solenemente. Penso. Páro. Levanto-me. 7:00. Passo após passo, traço o meu dia como se fosse o último. Reflicto sobre aquilo que mais gosto. Imagino. Percorro a gaveta dos meus sonhos, abro ao acaso uma das gavetas, entre muitas. Retiro um papel misterioso cuja simbologia singular me aquece o coração. Observo a caligrafia imaginada, os trilhos dispersos recolhidos pela letras ali colocadas, os objectivos patentes, a vida existente. Depois entre pensamentos, devaneios e loucuras simples, vislumbro a janela, o pomar transparente, o nevoeiro espesso e matinal de Inverno. Volto a sorrir. Fecho os olhos e toco o ambiente que me rodeia, as texturas, os significados, envolvo-me de emoção, de sensibilidade, de alegria repetina. Porque... porque a vida é instável e diversa... e são os sonhos que a comandam, afinal.
15 de Agosto de 2010
21:22

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A continuação do percurso

E depois de uma despedida há que continuar em frente, caminhar lentamente sobre o indefinido em busca do concreto. [Re]encontrar os anjos verdadeiros que nos mostrem o caminho real. Há que levantar o véu que foi deixado sobre o chão no percurso derradeiro, há que tocar nas pétalas e nos espinhos da vida, há que procurar exaustivamente o sonho. Esperam-se vivências, experiências, esperanças, alegrias. Um mar de emoções. Depois espera-se o reconforto de atingir a vitória nas diferentes etapas superadas ao longo do que se viveu e presenciou. Nada mais interessa. Viver de corpo e alma acima de tudo, ainda que em pensamento, em devaneio, em divagação. O resto é pura e simplesmente o silêncio vivenciado por nós em momentos de explícita loucura ou, somente, lucidez.
5 de Agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As despedidas

Toca, sente, agarra os momentos. Carpe diem.
Nem sempre o pensamento consegue superar a nossa ansiedade racional. Agir de acordo com o instinto pode fazer-nos muito mais felizes e, sobretudo, vivos.
É por isso que espero que nunca te esqueças:
-Das palavras que em vão te dirigi,
-Dos sentimentos que em determinados momentos te transmiti (e não transpareci),
-Das imagens e pensamentos que tive e que guardei somente para ti,
-Das amarguras vividas neste meu mundo de emoções,
-Das minhas incoerentes reflexões,
-Dos meus mais profundos devaneios,
-Das minhas pequenas frases ou dos meus mais longos textos,
-Das desilusões e tristezas em ti expressas.
Todavia, no presente, aqui estás tu, perto, ou, distante de mim. Mas, certamente, serás só meu, como sempre o foste. Quero, somente, que saibas que serás sempre o companheiro de todos os momentos, deprimentes ou não, de todas as horas, menos alegres ou menos tristes.
2 de Janeiro de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quero

Quero ser palavras não ditas, quero transformar-me em frases lidas no meu diário infantil, quero ser o que nunca fui e sempre desejei ser. Quero alcançar a liberdade, quero desprender-me das cordas que me rodeiam e me impedem de agir verdadeiramente, quero sentir-me leve, plenamente natural.
Quero deitar-me de corpo e alma sobre os sentimentos do mundo, quero vivê-los na sua globalidade, quero sentir repugnância pela maldade, quero enaltecer a sinceridade dos gestos voluntariamente dados, quero coabitar com que é eterno, quero esquecer todo e qualquer dado que me faça ser mortal.
Quero ser uma roda viva em pensamentos, quero tornar-me simples e, ao mesmo tempo, complexa em emoção. Quero ser melodias suaves, quero ser os passos alheios dados por outros, quero ser a casa antiga composta por pedra. Quero ser a pedra colocada no assunto que faz sofrer outros.
Quero restabelecer o meu passado, quero viver o presente, quero projectar-me inteiramente no futuro.
22 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Divagar em silêncio

Hoje quase todas as frases escritas na minha memória apagaram-se.
A força bruta do vento levou uma parte de mim, sem pedir autorização. Trouxe, novamente, aquele bloqueio constrangedor, motivado por razões minhas velhas conhecidas. Prendeu-se com toda a sua força e amarrou-se, a mim, para não mais sair. Hoje estou presa em pensamentos profundos, ontem meramente superficiais. Uma mágoa fria arranhou e quase rasgou o meu coração, vagueando, de momento, na minha atmosfera humana triste.
Imploro, agora, ao soprar do vento agreste que me faça esquecer o que sei, que apague o que na minha memória restou gravado, que os espectros regressem ao meu mundo... hoje perdido num emaranhado de sentimentos infelizes.
Talvez, amanhã, quem sabe, sentar-me-ei na relva macia, esquecerei todo e qualquer assunto que me relacione com aquela realidade, derramarei aquelas lágrimas que limpam os jovens espíritos inquietos.

27 de Fevereiro de 2010